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I’m From Uk!
Novo estilo que vem de fora, está conquistando a cabeça e o guarda roupa dos adolescentes nos grandes centros urbanos.
O emocore já dominou a cabeça dos jovens faz tempo, mas uma nova tribo chamada “From Uk’’ vem ganhando espaço cada vez mais. Certamente, você já se deparou com adeptos desse novo estilo em vários lugares e pensou que se tratava apenas de mais um emo andando por aí todo melancólico. Criado na Inglaterra há mais ou menos dois anos, o From Uk é uma corrente criada pelos emos que estavam cansados de sofrer preconceito em função de sua aparência e gosto musical. No Brasil, essa nova vertente do rock ainda é recente, porém já coleciona mais de 10 mil fãs em comunidades do Orkut e é presença constante nos grandes circuitos noturnos de lazer.
Ninguém sabe ao certo explicar a origem do movimento, mas o estudante Alexandre Simón, 19 anos, é convincente ao dizer que o From Uk, apesar de possuir raízes do emocore, é totalmente diferente do emocore e muito mais alegre. “O que nós temos de diferente dos emos não é só a aparência, mas sim a atitude”. Eles (emos) são totalmente sentimentais e nós temos atitude, somos alto astral”, diz Alexandre. O que mais incomoda os seguidores dessa corrente pós-emo é a questão da aparência, já que são freqüentemente confundidos com seus rivais. “Não vou negar que o look é parecido, só que temos um estilo mais alternativo”.
Enquanto eles usam e abusam do preto e daquela mega franja no rosto, nós usamos roupas mais coloridas, acessórios mais voltados pro punk e não exageramos tanto na franja”, conta Alexandre. Em relação ao gosto musical, o emo e o From Uk são bem parecidos, a diferença está mesmo no modo de agir e curtir a vida. “Um emo se mata de chorar com músicas tristes e baladas deprês, nós, que seguimos o From Uk, curtimos a vida ouvindo uma boa música, bebendo e rindo com os amigos”.
Guarda Roupa
Lápis no olho? Franja bem comprida e escura? Não. Isso faz parte do look emo. A tribo From Uk moderniza mais o visual e os adeptos dessa nova vertente “brincam” de serem mais originais que seus rivais. Enquanto o emocore foca totalmente nos tons mais escuros e melancólicos para compor o visual, o From Uk brinca com as cores e se inspira levemente na arte dos anos 60,70 e 80. Os meninos usam o cabelo todo repicado com muita chapinha, e, normalmente, com mais de uma cor. O look é composto por calças (estilo skinny), piercings ou alargadores, óculos
enormes (estilo retro) e um all star branco básico. Já as garotas usam aplicação de megahair no cabelo e normalmente a franja é tingida de loiro. O rosto muito maquiado, rímel, sombras escuras e o uso de botas de plataforma dão o toque noir às garotas e as diferem de suas colegas emo. As calças apertadas e os óculos grandes seguem a linha dos rapazes.
Tretas a parte, as duas tribos são figuras constantes nos circuitos noturnos de lazer na região central de São Paulo e dividem algo em comum: o conteúdo de seus I-Pods. My Chemical Romance, Good Charlotte, Simple Plan, Strike, Fresno, NxZero, Hateen, Yellowcard, Paramore, Hey Monday, Taking Back Sunday, New Found Glory e Dead Fish são algumas das bandas que fazem parte da trilha sonora da vida desses sempre problemáticos filhos da modernidade.
Confira algumas fotos do estilo From Uk no nosso Flickr.
Agora aos domingos também
O Sonique anunciou hoje que passará a abrir a casa também aos domingos, seguindo mais ou menos a linha do Tapas, com uma programação que começa às 19h, apesar de continuar seguindo a linha da música eletrônica para pista. Segundo eles, para dar um contorno Day Club ao bar-balada. Quem toca neste domingo, dia 10, são os DJsFerris, Tom Keller, Magui, Mau Liuzi, Marcelo Sá e Tuc.o, e o DJ residente Du Carrasco como anfitrião.
Parece que o Sonique, que inaugurou em fevereiro, tem feito sucesso. Passei por lá em uma terça feira de frio e a pista estava lotada de gente, aniversário rolando e um movimento com cara de sexta-feira.
Não é à toa porque achei o lugar bem legal.Claro que lá aparece um pessoal mais arrumado. Lá ninguém faz esquenta no Charm, se é que você me entende. Mas ainda assim é legal se você quer variar um pouco a noite. A música eletrônica é boa, mas não acredito que o público vá propriamente falando para ouvir o som, mas sim porque a fama do Sonique está indo longe, conquistando públicos de outras regiões. Na sexta-feira do dia 24 de abril o Reynaldo Gianecchini foi curtir a balada lá…
Logo de cara dá pra perceber que os caras tomaram cuidado em fazer festas bem profissionais, com seguranças nas portas para mediar as pessoas até chegarem aos caixas para a retirada da comanda… É um corredor que parece uma vitrine, e lá de fora, se passar de carro, consegue ver o que está se passando nesse primeiro espaço do Sonique. Outro ponto que achei bem diferente do espírito Baixo Augusta foi a presença do assessor de imprensa até umas 22h, para receber os jornalistas, acompanhá-los pela balada, mesmo que seja só para fotografar.
Um ponto negativo foi uma confusão com o estacionamento do lugar, não sei até agora por culpa de quem, mas foi chato. Enquanto fazia uma hora na porta do Sonique pude ver pessoas deixando seus carros no meio da estreita Bela Cintra para que fossem estacionados pelo vallet, que estava lotado. Daí a confusão: trânsito, desencontros (porque os donos dos carros já haviam entrado na balada) e uma fila enorme de carros esperando os bonitões liberarem a passagem.
Mas a balada é bonita é para aqueles que estão dispostos a conhecer um lugar novo, agora também aos domingos.
“Me roça a nuca e quase me machuca com a barba malfeita”
As barbas estão de volta, e andam desfilando para o lado de cima e para o lado de baixo da Rua Augusta
“Eu não vou tomar banho, nem fazer a barba. É assim mesmo que eu quero ficar, de camisa rasgada, de calça furada, bebendo cachaça no bar. Não adianta chamar que eu não vou. Estou no colo do rock’n'roll”, essas palavras da banda Velhas Virgens resumem bem o espírito vivido pelos freqüentadores da Rua Augusta. Mas esqueçamos a calça furada, a camisa rasgada e a cachaça no bar. O que sobra? A Barba. Não é nada incomum andarmos pelas ruas “undergrounds” de São Paulo e nos depararmos com barbas, barbudos, barbichas.
A barba tem se tornado comum na cara de muito marmanjo por aí; olhe pelas ruas, dê uma olhada ao redor aí no trabalho. Dá pra se distrair reparando nos diferentes estilos, cada uma com a sua personalidade. Com tanta variedade de tamanhos, estilos e colorações dá até para esquecer de olhar quem leva o chumaço de pelos grossos pra lá e para cá pelas ruas. Não tem importância se faz uma semana ou um mês, um século ou três, que ela não vê uma navalha, a barba parece ter perdido a carga revolucionária que carregada desde os hippies, para se tornar o mais prático e permanente acessório masculino.
Não há distinção entre as tribos urbanas para esse acessório. Homens de estilos mil aderiram ao novo visual e aguentam firme os dias calorentos. Aquilo deve causar a mesma sensação de quentura que as longas madeixas das meninas provocam – a diferença é que podemos fazer aquele penteado super fashion e continuar superbelas. Quando pensamos num cara barbudo logo lembramos do rock, do movimento hippie, daquele óculos style, do cabelo meio bagunçado, da calça xadrez, ou seja, de todo um universo boêmio, que conhecemos bem caminhando pelas ruas Augusta, Frei Caneca, Bela Cintra etc. Não importa de que tribo ou credo você seja, usar a barba aparadinha ou até mesmo aquela barba de Papai Noel não te torna um ser estranho no meio dessa diversidade cultural presente nos grandes centros urbanos. Dinho e os malucos dos Mamonas Assassinas, já diziam bem lá trás que o preconceito é pura bobagem: “Você pode ser gótico, ser punk ou skinhead. Tem gay que é Muhamed…tentando camuflar. Faça bem a barba, arranque seu bigode.
Gaúcho também pode, não tem que disfarçar”.
Como essa nova onda começou não sei muito bem, mas até hoje a galera associa o visual à banda Los Hermanos e suas barbas cheionas e encaracoladas. Marcelo Camelo que o diga naquela foto de divulgação do seu álbum solo “Sou”. Recorde desde que apareceu na MTV cantando “Anna Julia”. Aliás, o Barba, baterista da banda não tem esse apelido à toa, e Amarante representa os barba-ruivas por onde passa, originalíssimo. Só o mal-humorado do Bruno que variava entre um cavanhaque xoxo e o rosto lisinho por detrás dos teclados. Achei engraçado quando vi o pessoal esperando para entrar no Studio SP para ver Orquestra Imperial, banda paralela de Amarante… maioria masculina barbada! Frutos da leva Hermanos.
Serginho, um amigo barbudo que adora um bate-papo e um café, além da vida de boteco, admite que a praticidade foi o que o conquistou quando decidiu deixar a barba crescer. E diz que isso melhora pra caramba as irritações na pele causadas pela gilete. Ele também confessa que se preocupa com o lado estético da coisa. “Fica bacana cultivar a barba desenhadinha…”. Cultivar… esses meninos estão ficando mesmo vaidosos.
Há tempos atrás quem tinha barba parecia sujo; era o terror dos executivos de plantão, com as gravatas arrumadinhas e camisa engomadas estar logo pela manhã com a barba por fazer. Por fazer… Era chato até se fosse visto no shopping, andando pelas lojas com seus um, dois ou três centímetros de pêlos no rosto.
Em sua maioria, a barba estilo “por fazer” é a mais “cultivada” pelos mais jovens, descolados e moderninhos, já que ela agrada os brotinhos por aí. Quem é mais velho ainda passa a navalha todos os dias.
Felipe Julio, entrevistado pelo Dona Augusta, diz que a namorada não se conforma com o fato dele sempre usar a barba por fazer e que, de tanto ela falar, está pensando seriamente em tirar tudo. “Ela não gosta, diz que é coisa de maloqueiro e que eu só uso assim para ficar parecido com uns amigos meus metidos à filósofos e cantores de sarau. Já cansei desse papo, por isso acho melhor raspar tudo e não perder a namorada”. É.. certamente a tal namorada nunca ouviu nada de Chico Buarque de Holanda. Aliás, a barba poderia ser até um aperitivo a mais na relação do casal. “O meu amor tem um jeito manso que é só seu, de me deixar maluca quando me roça a nuca e quase me machuca com a barba malfeita. E de pousar as coxas entre as minhas coxas…quando ele se deita, ai…”. Uau. Ela deveria ouvir mais o poeta Chico e liberar de vez nessa coisa de barba.


