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De madeixas novas na Augusta
O Retrô Hair abriu há uns dois meses na Rua Augusta com muito rouge, salto alto, bolinha, luvinha e lábios vermelhos. Os mais ousados tomam um drink no lounge. Conversei com o Rogério, que já conhecia o Dona Augusta mesmo antes de abrir o Retrô. Nos encontramos nessas subidas e descidas pelo Baixo Augusta. Quando resolvi telefonar ele disse que já me conhecia… daquele dia lá… Aproveitei para saber do salão, que chama atenção pelo sofá “senta em mim” e pelo estilo retrô-moderno do pessoal. Aliás, Pedro Bonani, cabeleireiro da casa, já fez um chillout com a gente muito tempo atrás. Fiquei feliz quando soube que estava no Retrô, não esperava vê-lo denovo…
Em quatro perguntas, com vocês, o Retrô Hair:
Conta pra gente o que é o Retrô Hair, heim?
O Retrô é um salão que traz de volta o glamour dos anos 50 e 60 da Augusta com a versatilidade e o mix de tendências que só a rua mais agitada da cidade pode proporcionar.
Mas logo na Augusta?!?
É. A Rua Augusta é a única rua hoje que concentra todas as tribos em um só lugar. Traz referências ao passado, está totalmente antenada com as tendências e vive 24h com muita energia: o lugar ideal para o nascimento de um salão como o Retrô.
E dá para bebericar alguma coisa no Retrô?
Sim, temos um lounge no mezanino onde é possível, além do tradicional cafézinho brasileiro, degustar um bom drink. A primeira dose é por conta da casa.
Que figuras aparecem no Retrô Hair?
O Retrô não escolhe o cabelo que penteia. Queremos que todas as pessoas encontrem no salão um lugar agradável para mudar o seu visual e compartilhar de bons momentos com as pessoas que gostam. Nossa lema é: Seja clássico, moderno, descolado. Seja o que você quiser. Seja Retrô.
Copacabana Club seduz Funhouse
Por Sergio Vieira
Pergunte a todo bom curitibano quais as bandas novas no cenário indie rock da cidade e invariavelmente ouvirá de boa parcela deles o nome Copacabana Club. Na real, faça a mesma pergunta a qualquer fã de indie rock no eixo Rio – São Paulo e ouvirá a mesma resposta. Com apenas 2 anos de vida, a banda já passou por excelentes palcos de São Paulo e Rio de Janeiro com direito a destaque nacional no festival Planeta Terra, e elogios em inglês, espanhol e claro, japonês.
Na última quarta-feira, dia 25 de novembro, Cacá V e sua trupe do Copacabana Club aterrissaram no conhecido “porão” do Funhouse, balada frequentada por moderninhos e descolados da capital paulista e fizeram, o que eu diria, uma performance bem peculiar. Não é a primeira vez que vejo um show do Copa e este foi diferente: a carismática vocalista Camila Cornelsen descia do palco e cantava no meio do público em diversas oportunidades. Foi a primeira vez que presenciei sua performance no meio da galera, no entanto, fui informado que ela costuma percorrer a plateia sempre que a banda toca na Funhouse. O ambiente é tão descontraído e o público tão receptivo que a vocalista se sente a vontade para se misturar ao público.
Não foi à toa. A mistura de indie rock e batidas eletrônicas com as letras fáceis em inglês contagiou o público instantaneamente. A galera presente recebeu a introdução de “Come Back” com os braços levantados e se acabou com os riffs de guitarra de “Kings of the Night”. O melhor disso tudo é a banda continuar com pé no chão. Segundo Cacá, “Nós não tínhamos a menor pretensão em ficar grande, conhecidos, só queríamos fazer boa música, e assim continuamos”.
O estilo dançante e simpático do Copacabana Club os transformou nos queridinhos da crítica especializada. Não sei se por gosto ou também em busca de matérias, diversos jornalistas moderninhos de cultura se misturavam ao público e curtiam o som de Mrs Melody e Just do it, esta última não só se tornou vinheta do canal Fox mas também encantou o rapper Kanye West que patrocinou a primeira viagem internacional dos curitibanos. O ponto alto da performance do quinteto ficou por conta de “Mrs Melody” e claro, “Just do it”.
Enquanto isso…
no jardim do Vegas…
Um monte de gente, pessoas sorrindo, presença dos amigos, drinks, os lambes, as fotos… Dona Augusta gostaria de agrader a todos que foram, grafiteiros e grafiteiras, amigos e amigas, paqueras, baladeiros, fotógrafos e jornalistas presentes. O cara de terno era um amigo super simpático do Eric da área de TI que nunca imaginou que um dia pararia no Vegas em plena terça-feira, depois de um jantar de negócios. Amou o lugar. Outro convidado ilustre foi o senhorzinho avô de Facundo Guerra, que resolveu visitar a exposição que rolava na casa noturna do neto, sócio do Vegas, junto com Tibira. Chegou de chapéu panamá branco, terno branco e trazendo junto o pai e a mãe com parentes argentinos. A maior festa.
Eric estava todo feliz e bonito com a camiseta “grapixo”, e os meninos do 2DCrew não aprontaram mais porque as portas do jardim secreto se fecharam às 3h. Um pulo para as 4h e ainda dava para ver o pessoal da exposição Street Art Sem Fronteiras balançando na festa Cha Cha Cha do Vegas, salseando para lá e para cá.
Parabéns ao Eric Marechal, OZI, 2DCrew (Fabiano, Ronaldo e Etore), Lena, ZHE155, Tian e NiceArt!
Fotos por Dona Augusta e Alessandra da Mata.

