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Festa EBM e Gardaloop na Augusta

O Inferno vai comememorar nesta sexta-feira os 20 anos do Zensor, programa de rádio super conhecido pela galera do eletrônico underground dos anos 1990. Só vai rolar nostalgia! A banda Front 242 ainda ganha homenagem, portanto, que é fã do bom e velho eletronic body music vai curtir a noite. O “jornalistaDJ” Eneas Neto, apresentador do lendário Zensor, é quem discoteca nesta noite. Ele toca agora representando a Fiber Records, que está organizando a festa toda.

Não sou de frequentar muito o Inferno mas fiquei com vontade de ver como vai ser essa noite. Só não vai rolar porque sexta-feira é dia também de Guardaloop, banda recifense de Marquinhos, Hugo, Igor e Oroska. O Sarajevo, também conhecido entre os amigos como Saravá, vai estar aquele aperto, tenho certeza, mas não perco não. Para você, ficam as duas dicas.

Curta a programação da Augusta

Quarta-feira é dia bom para começar a planejar a balada, portanto, aí vai umas sugestões do que fazer por ali:

QUARTA-FEIRA
Astronete – Baile Veneno: quase meia-noite, três figuras dessas que planam pela noite paulistana há anos – um jornalista, um músico, um fotógrafo/bartender, os três DJs – levam os discos favoritos das suas coleções de vinis para uma audição quase intimista, mas que inspira o movimento dos corpos. É o baile Veneno na quarta-feira do Astronete, com seleção de filmes pinçados da coleção de Claudio Medusa e de músicas das coleções de Mauricio Fleury, Peba Tropikal e Ronaldo Evangelista. Só chegar, entrar e aproveitar, com animação até o último cliente – ou amigo.

Espaço Unibanco – Good Bye Solo: Na Carolina do Norte, dois homens iniciam uma improvável amizade que irá transformar suas vidas para sempre. Durante duas semanas, numa viagem de táxi pelo interior, os dois homens percebem que, apesar de suas diferenças, precisam um do outro mais do que conseguem admitir. Good Bye Solo explora a passagem de uma geração e a rápida transformação das feições dos Estados Unidos. R. Augusta, 1470. 14h, 16h, 18h, 20h, 22h.

QUINTA-FEIRA
Teatro Augusta – Por que Os Homens Mentem: Uma comédia que trata de situações do cotidiano de uma maneira sutil e bem humorada. O texto inteligente de Luís Fernando Veríssimo decifra as circunstâncias que tais mentiras são quase verdades. Do marido que não quer magoar a esposa dedicada, ao amigo que não pode revelar o que realmente aconteceu. O elenco é formado por 05 atores, que se dividem nas crônicas, interpretando diversos personagens, inclusive os personagens femininos. R. Augusta, 943. Sala Nobre – 90 min. R$ 10 (meia entrada). 21h.

SEXTA-FEIRA
Tapas – Chaka Hotnightz: Liderada pelos selectas Brandão, Granado, Akin, Gerez, Nicolas e Smoot, mais conhecidos como Ponicz Crew.

SÁBADO

Vegas – Máfia: Nesta noite a Máfia apresenta a sua última edição no Clube Vegas.O projeto, como o mais antigo do clube, deixa sua edição mensal dando espaço para novos projetos que entrarão na programação a partir do mês de outubro. O clima “Capone” será dos melhores para esta despedida e os residentes André Juliani e DubStrong prometem sets alucinantes, ecléticos e sofisticados. R. Augusta, 765. R$ 30 (nome na lista). 0h.

DOMINGO
Ibotirama – O Ibotirima é um bar que funciona diariamente, porém é bastante freqüentado nos finais de semana pelo público mais alternativo da cidade, que freqüenta as baladas da região e antes vai fazer o famoso esquenta. No cardápio é servido lanches e refeições, além de vários drinks e da cerveja gelada. Há mesas dentro do local, mas as mais disputadas ficam lá fora, na calçada.
R. Augusta, 1230. Das 6 à 1h.

Chaka e um gringo na Augusta

Sexta-feira é dia de Chaka Hotnightz, então sexta-feira é dia de Tapas. Mais uma noite augustiniana começando. Dona Augusta ainda levou um pessoal diferente, que ainda não conhecia nem o Tapas, nem o Chaka. Fazia um tempo que não ia na festa, mas ela continua muito boa, com um som animal na pista de cima e aquele espaço legal para bater papo lá embaixo. É legal a energia dos meninos, de revezarem entre as pick ups dos dois ambientes, cantam junto com a galera, se cumprimentam. E num ambiente meio comum entre a galera mais mano e a galera mais eletro. O frio não espantou ninguém, e mesmo em frente à porta tinha um monte de gente conversando, decidindo se entrava ou não, fumando o último cigarro ao ar livre, terminando a latinha de cerveja para entrar. Esse prelúdio de balada é muito legal de fotografar, se não fosse uns trampos que me fizeram esquecer a câmera carregando no trabalho.

A galera que mais estava curtindo ficava ali próximo aos caras, que vertiginosamente consumiam cervejas long necks, a noite toda! Até tocar Sabotage. Todo mundo titubeou, achando que ouviu errado, mas depois foi uma explosão. A galera curtiu muito. Brooooklin…

Agora, quando um gringo vem para São Paulo, onde levá-lo? Na Rua Augusta, claro! Ishac chegou em São Paulo no meio de uma viagem longa pelo Brasil. O que vai ficar na memória é uma noite que começa às 23h59h do sábado: um esquenta no Charm, drum’n bass do Tapas, que de cara não estava muito empolgante, mas depois dos R$30 de consuma gastos no bar o som estava mais empolgante. Bebemos umas cervejas, fumamos uns maços de cigarro e quando vimos: 4h. Hora de vazar.

A Augusta está ficando correta demais, com baladas impedindo a entrada de pessoas depois das 4h da manhã. Studio SP e Sarajevo estavam “encerrando” às 4h. O Vegas é uma excessão de sábado, não só por causa do After Hours mas também porque sábado foi festa a fantasia em comemoração dos 4 anos do Hells. Hahaha, uma Branca de Neve meio gordinha, um presidiário, Elvis Presley com topete cheio de gel, Sininho e a indispensável enfermeira safada eram personagens na fila do Vegas. O gringo passou olhando, enquanto nos dirigíamos para o único inferninho que ainda pegava fogo na região: Lapeju é um porão que dá em outro porão que dá em um outro porão mas que tem uma saída de ar, lá no fundo, ao lado do banheiro. Foi ao som de Burguesinha do Seu Jorge que o Ishac aprendeu a sambar, um pouco tímido, um pouco curioso. Mais quatro horas de balada e vimos o dia clareando pela janela de ventilação lá do fundo.

As luzes de iluminação da rua ainda não tinham se apagado, mas o sol já começava a despontar quando deixamos o Lapeju

Um lá saiu reclamando depois que o segurança anunciou para todos irem pagando as comandas que a casa estava fechando. Ainda deu tempo de ouvir um hip hop e dançar mais um pouco com o gringo. Abria um sol bonito de domingo, e nossos planos de levar Ishac para participar de um almoço de família tradicional foi pelos ares: ninguém conseguiu levantar.

O domingo só começou mesmo às cinco da tarde, quando o mundo acordou com o monte de rojões durante o jogo do Corinthians. E não é que o gringo só queria ver o jogo por causa do…. RONALDO! Acho que até foi em um show depois do jogo, mas foi arrastado novamente para a Rua Augusta para fechar sua passagem por São Paulo no Sarajevo Club. Cerveja de garrafa de 1 litro, Festa do Quilombo e bate papo no sótão, ali do lado dos livros-resquícios do sebo. A noite acabou rápido demais.

Nem os pedintes, nem o mano que passou fritado, nem as paredes sujas, nem o copo de plástico pra beber cerveja… o gringo curtiu a Augusta. Anotou em seu caderninho de viagem: Tapas, Lapeju, Sarajevo… “Para indicar a um amigo que está vindo para o Brasil”. Falei que não precisava, a Dona Augusta apresenta esses lugares para ele. Um cara legal, sossegado, curioso, que curte boa música. Dona Augusta quase se apaixonou. Boa viagem!

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