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Curitibanos e argentinos
Os curitibanos do Copacabana Club já passou pela Rua Augusta algumas vezes… Só no Studio SP eles se apresentaram três ou quatro vezes. Ontem eles revistaram a Fun House, que lotou em plena quarta-feira. Fila infernal para fumar, pagar, ir ao banheiro etc etc etc. Mais fotinhos no Flickr.
Ontem também foi noite de Criolina no Tapas, que recebeu a banda argentina Rosario Smowin. Só ao vivo para saber, estava muito bom. Katylene teve as manhas de fechar a Fun House, já que a Diva estava em Brasyllia, como ela mesma diz.
O que você quer fazer?
Hoje tem lançamento da revista G Magazine de outubro na ALoca, que tem Fernando Balcevicz na capa. O loiríssimo vai estar por lá para autografar a revista, então não perde essa chance mona!Nesta festa da G Magazine, os DJs residentes Paulo Ciotti e Rodrigo Borro recebem o convidado Robson Mouse para embalar a noite com house e tribal. R. Frei Caneca, 916. R$15 (com flyer). 0h.
QUINTA-FEIRA
Espaço Unibanco – Anticristo: Casal isola-se numa cabana na floresta, após a morte de seu único filho, mas as coisas acabam ficando ainda piores na vida dos dois. R. Augusta, 1470. 14h, 16h10, 19h30 e 21h40.
Hole Club – Dia especial com uma balada cheia de estrelas: o Hole reúne os Mcs Kamau, Emicida, Criolo Doido, Max B.O., Akira e Pentágono para agitar a noite. Embalando as pickups os DJs Dan Dan e Marco. R. Augusta, 2203. 23h30.

DOMINGO
Puri Bar – Passando pela Augusta, fica difícil imaginar que por trás de uma pequena entrada fica o Puri. Os clientes têm que atravessar um corredor e subir alguns lances de escada para então descobrir o bar/restaurante de propriedade do DJ Bispo. A seleção musical é predominantemente rock, em especial bandas alternativas ou clássicas. O público é moderninho, comum da região da Augusta. A decoração oriental, envolvida pela luz baixa, torna o ambiente ideal para os casais. Mas as mesinhas de madeira do Puri são também disputadas na happy hour. R. Augusta, 2052. Das 19h à 1h.
Chaka e um gringo na Augusta
Sexta-feira é dia de Chaka Hotnightz, então sexta-feira é dia de Tapas. Mais uma noite augustiniana começando. Dona Augusta ainda levou um pessoal diferente, que ainda não conhecia nem o Tapas, nem o Chaka. Fazia um tempo que não ia na festa, mas ela continua muito boa, com um som animal na pista de cima e aquele espaço legal para bater papo lá embaixo. É legal a energia dos meninos, de revezarem entre as pick ups dos dois ambientes, cantam junto com a galera, se cumprimentam. E num ambiente meio comum entre a galera mais mano e a galera mais eletro. O frio não espantou ninguém, e mesmo em frente à porta tinha um monte de gente conversando, decidindo se entrava ou não, fumando o último cigarro ao ar livre, terminando a latinha de cerveja para entrar. Esse prelúdio de balada é muito legal de fotografar, se não fosse uns trampos que me fizeram esquecer a câmera carregando no trabalho.
A galera que mais estava curtindo ficava ali próximo aos caras, que vertiginosamente consumiam cervejas long necks, a noite toda! Até tocar Sabotage. Todo mundo titubeou, achando que ouviu errado, mas depois foi uma explosão. A galera curtiu muito. Brooooklin…
Agora, quando um gringo vem para São Paulo, onde levá-lo? Na Rua Augusta, claro! Ishac chegou em São Paulo no meio de uma viagem longa pelo Brasil. O que vai ficar na memória é uma noite que começa às 23h59h do sábado: um esquenta no Charm, drum’n bass do Tapas, que de cara não estava muito empolgante, mas depois dos R$30 de consuma gastos no bar o som estava mais empolgante. Bebemos umas cervejas, fumamos uns maços de cigarro e quando vimos: 4h. Hora de vazar.
A Augusta está ficando correta demais, com baladas impedindo a entrada de pessoas depois das 4h da manhã. Studio SP e Sarajevo estavam “encerrando” às 4h. O Vegas é uma excessão de sábado, não só por causa do After Hours mas também porque sábado foi festa a fantasia em comemoração dos 4 anos do Hells. Hahaha, uma Branca de Neve meio gordinha, um presidiário, Elvis Presley com topete cheio de gel, Sininho e a indispensável enfermeira safada eram personagens na fila do Vegas. O gringo passou olhando, enquanto nos dirigíamos para o único inferninho que ainda pegava fogo na região: Lapeju é um porão que dá em outro porão que dá em um outro porão mas que tem uma saída de ar, lá no fundo, ao lado do banheiro. Foi ao som de Burguesinha do Seu Jorge que o Ishac aprendeu a sambar, um pouco tímido, um pouco curioso. Mais quatro horas de balada e vimos o dia clareando pela janela de ventilação lá do fundo.
As luzes de iluminação da rua ainda não tinham se apagado, mas o sol já começava a despontar quando deixamos o Lapeju
Um lá saiu reclamando depois que o segurança anunciou para todos irem pagando as comandas que a casa estava fechando. Ainda deu tempo de ouvir um hip hop e dançar mais um pouco com o gringo. Abria um sol bonito de domingo, e nossos planos de levar Ishac para participar de um almoço de família tradicional foi pelos ares: ninguém conseguiu levantar.
O domingo só começou mesmo às cinco da tarde, quando o mundo acordou com o monte de rojões durante o jogo do Corinthians. E não é que o gringo só queria ver o jogo por causa do…. RONALDO! Acho que até foi em um show depois do jogo, mas foi arrastado novamente para a Rua Augusta para fechar sua passagem por São Paulo no Sarajevo Club. Cerveja de garrafa de 1 litro, Festa do Quilombo e bate papo no sótão, ali do lado dos livros-resquícios do sebo. A noite acabou rápido demais.
Nem os pedintes, nem o mano que passou fritado, nem as paredes sujas, nem o copo de plástico pra beber cerveja… o gringo curtiu a Augusta. Anotou em seu caderninho de viagem: Tapas, Lapeju, Sarajevo… “Para indicar a um amigo que está vindo para o Brasil”. Falei que não precisava, a Dona Augusta apresenta esses lugares para ele. Um cara legal, sossegado, curioso, que curte boa música. Dona Augusta quase se apaixonou. Boa viagem!














