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Agora aos domingos também

O Sonique anunciou hoje que passará a abrir a casa também aos domingos, seguindo mais ou menos a linha do Tapas, com uma programação que começa às 19h, apesar de continuar seguindo a linha da música eletrônica para pista. Segundo eles, para dar um contorno Day Club ao bar-balada. Quem toca neste domingo, dia 10, são os DJsFerris, Tom Keller, Magui, Mau Liuzi, Marcelo Sá e Tuc.o, e o DJ residente Du Carrasco como anfitrião.

Parece que o Sonique, que inaugurou em fevereiro, tem feito sucesso. Passei por lá em uma terça feira de frio e a pista estava lotada de gente, aniversário rolando e um movimento com cara de sexta-feira.

Não é à toa porque achei o lugar bem legal.Claro que lá aparece um pessoal mais arrumado. Lá ninguém faz esquenta no Charm, se é que você me entende. Mas ainda assim é legal se você quer variar um pouco a noite. A música eletrônica é boa, mas não acredito que o público vá propriamente falando para ouvir o som, mas sim porque a fama do Sonique está indo longe, conquistando públicos de outras regiões. Na sexta-feira do dia 24 de abril o Reynaldo Gianecchini foi curtir a balada lá…

Logo de cara dá pra perceber que os caras tomaram cuidado em fazer festas bem profissionais, com seguranças nas portas para mediar as pessoas até chegarem aos caixas para a retirada da comanda… É um corredor que parece uma vitrine, e lá de fora, se passar de carro, consegue ver o que está se passando nesse primeiro espaço do Sonique. Outro ponto que achei bem diferente do espírito Baixo Augusta foi a presença do assessor de imprensa até umas 22h, para receber os jornalistas, acompanhá-los pela balada, mesmo que seja só para fotografar.

Um ponto negativo foi uma confusão com o estacionamento do lugar, não sei até agora por culpa de quem, mas foi chato. Enquanto fazia uma hora na porta do Sonique pude ver pessoas deixando seus carros no meio da estreita Bela Cintra para que fossem estacionados pelo vallet, que estava lotado. Daí a confusão: trânsito, desencontros (porque os donos dos carros já haviam entrado na balada) e uma fila enorme de carros esperando os bonitões liberarem a passagem.

Mas a balada é bonita é para aqueles que estão dispostos a conhecer um lugar novo, agora também aos domingos.

Lencinho na mão, caiu no chão

Que caiu nada! Todo ano os lenços voltam à moda com estampas e tecidos diferentes como alternativa para o tradicional cachecol. Fomos descendo a Rua Augusta atrás de lenços legais, que podem ser usados em diferentes ocasiões nesse maluco outono-inverno. Com manhãs e noites frias, a opção é sair de lenço no pescoço para agüentar o calorzinho do meio dia. Visitamos algumas lojas, fizemos uma bagunça e descolamos alguns exemplos de lenços que vão te proteger do friozinho.

Foto 1

Quem sai cedo de casa e só volta tarde da noite sabe que é muito chato carregar um blusão e cachecol durante o dia, quando as temperaturas sobem um pouquinho. Uma saída é usar um lenço como este amarelo, de tecido fino e cor vibrante que fica bem tanto de manhã como à noite, enrolado no pescoço, por dentro de um casaquinho leve.

Foto 2

As bandanas sempre estarão na moda. De estampas variadas, são famosas entre os roqueiros, mas têm sido adotadas também pelos meninos, que usam regatas brancas com uma bandana dobrada em triângulo amarrada no pescoço.

Foto 3

Um lenço de um tecido mais fino como a seda permite que você use a estampa de oncinha durante o dia sem cometer exageros.

Foto 4

O lenço palestino de Yasser Arafat repaginado na cor verde é aquela opção mais despojada quando você quer variar as cores mais tradicionais – sem cair no tradicional lenço preto e branco que já sobe e desce o Baixo Augusta sozinho de tanta gente que usa.


Foto 5

Não é porque você não aguenta mais falar da Índia que vai engavetar tudo o que tem indiano no guarda-roupa e só tirar de lá quando a novela das oito terminar. E se está curtindo a onda “Oriente Médio” insira essas influências no seu dia-a-dia.

“Me roça a nuca e quase me machuca com a barba malfeita”

As barbas estão de volta, e andam desfilando para o lado de cima e para o lado de baixo da Rua Augusta

“Eu não vou tomar banho, nem fazer a barba. É assim mesmo que eu quero ficar, de camisa rasgada, de calça furada, bebendo cachaça no bar. Não adianta chamar que eu não vou. Estou no colo do rock’n'roll”, essas palavras da banda Velhas Virgens resumem bem o espírito vivido pelos freqüentadores da Rua Augusta. Mas esqueçamos a calça furada, a camisa rasgada e a cachaça no bar. O que sobra? A Barba. Não é nada incomum andarmos pelas ruas “undergrounds” de São Paulo e nos depararmos com barbas, barbudos, barbichas.

A barba tem se tornado comum na cara de muito marmanjo por aí; olhe pelas ruas, dê uma olhada ao redor aí no trabalho. Dá pra se distrair reparando nos diferentes estilos, cada uma com a sua personalidade. Com tanta variedade de tamanhos, estilos e colorações dá até para esquecer de olhar quem leva o chumaço de pelos grossos pra lá e para cá pelas ruas. Não tem importância se faz uma semana ou um mês, um século ou três, que ela não vê uma navalha, a barba parece ter perdido a carga revolucionária que carregada desde os hippies, para se tornar o mais prático e permanente acessório masculino.

Não há distinção entre as tribos urbanas para esse acessório. Homens de estilos mil aderiram ao novo visual e aguentam firme os dias calorentos. Aquilo deve causar a mesma sensação de quentura que as longas madeixas das meninas provocam – a diferença é que podemos fazer aquele penteado super fashion e continuar superbelas. Quando pensamos num cara barbudo logo lembramos do rock, do movimento hippie, daquele óculos style, do cabelo meio bagunçado, da calça xadrez, ou seja, de todo um universo boêmio, que conhecemos bem caminhando pelas ruas Augusta, Frei Caneca, Bela Cintra etc. Não importa de que tribo ou credo você seja, usar a barba aparadinha ou até mesmo aquela barba de Papai Noel não te torna um ser estranho no meio dessa diversidade cultural presente nos grandes centros urbanos. Dinho e os malucos dos Mamonas Assassinas, já diziam bem lá trás que o preconceito é pura bobagem: “Você pode ser gótico, ser punk ou skinhead. Tem gay que é Muhamed…tentando camuflar. Faça bem a barba, arranque seu bigode.
Gaúcho também pode, não tem que disfarçar”.

Como essa nova onda começou não sei muito bem, mas até hoje a galera associa o visual à banda Los Hermanos e suas barbas cheionas e encaracoladas. Marcelo Camelo que o diga naquela foto de divulgação do seu álbum solo “Sou”. Recorde desde que apareceu na MTV cantando “Anna Julia”. Aliás, o Barba, baterista da banda não tem esse apelido à toa, e Amarante representa os barba-ruivas por onde passa, originalíssimo. Só o mal-humorado do Bruno que variava entre um cavanhaque xoxo e o rosto lisinho por detrás dos teclados. Achei engraçado quando vi o pessoal esperando para entrar no Studio SP para ver Orquestra Imperial, banda paralela de Amarante… maioria masculina barbada! Frutos da leva Hermanos.

Serginho, um amigo barbudo que adora um bate-papo e um café, além da vida de boteco, admite que a praticidade foi o que o conquistou quando decidiu deixar a barba crescer. E diz que isso melhora pra caramba as irritações na pele causadas pela gilete. Ele também confessa que se preocupa com o lado estético da coisa. “Fica bacana cultivar a barba desenhadinha…”. Cultivar… esses meninos estão ficando mesmo vaidosos.

Há tempos atrás quem tinha barba parecia sujo; era o terror dos executivos de plantão, com as gravatas arrumadinhas e camisa engomadas estar logo pela manhã com a barba por fazer. Por fazer… Era chato até se fosse visto no shopping, andando pelas lojas com seus um, dois ou três centímetros de pêlos no rosto.

Em sua maioria, a barba estilo “por fazer” é a mais “cultivada” pelos mais jovens, descolados e moderninhos, já que ela agrada os brotinhos por aí. Quem é mais velho ainda passa a navalha todos os dias.

Felipe Julio, entrevistado pelo Dona Augusta, diz que a namorada não se conforma com o fato dele sempre usar a barba por fazer e que, de tanto ela falar, está pensando seriamente em tirar tudo. “Ela não gosta, diz que é coisa de maloqueiro e que eu só uso assim para ficar parecido com uns amigos meus metidos à filósofos e cantores de sarau. Já cansei desse papo, por isso acho melhor raspar tudo e não perder a namorada”. É.. certamente a tal namorada nunca ouviu nada de Chico Buarque de Holanda. Aliás, a barba poderia ser até um aperitivo a mais na relação do casal. “O meu amor tem um jeito manso que é só seu, de me deixar maluca quando me roça a nuca e quase me machuca com a barba malfeita. E de pousar as coxas entre as minhas coxas…quando ele se deita, ai…”. Uau. Ela deveria ouvir mais o poeta Chico e liberar de vez nessa coisa de barba.

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