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Pornô – Falcatrua N.º 18.633

A Rua Augusta tem vários teatros e espaços para apresentação não faltam. Mas sempre tem espaço para mais um lugar interessante na nossa Augusta. Estreou ontem, 9 de fevereiro, a peça Pornô – Falcatrua N.º 18.633. É a continuação do filme Trainspotting, de Irvine Welsh – o filme escocês clássico dos anos 1990, que conta a história de um Ewan McGregor totalmente viciado se relacionando com amigos e garotas. O incrível é que Reverendo Tibira e Facundo Guerra resolveram abraçar a causa teatral e trazer a apresentação para o Vegas.

Continuação de filme? Pois é, o grupo se reencontrou no salão do Vegas para discutir sobre a falcatrua mais recente que Sick Boy planeja desde que voltou para sua cidade natal: a produção de um filme pornô. Se a droga antes era a grande razão de suas vidas, presos em apartamentos claustrofóbicos e mocozados, hoje a razão se perdeu. Atrás de um futuro que já não existe mais eles tentam resgatar a alma e se apoiar na sétima arte, o cinema, para produzir o que melhor sabem fazer: pornografia. Tudo se torna mais interessante graças ao cenário, que é a casa noturna velha e conhecida da gente.

Ontem também resgatei um Caderno 2 do dia 7 com uma matéria de Marcelo Rubens Paiva falando sobre o novo livro de Irvine Welsh, chamado Se Você Gostou da Escola, Vai Adorar Trabalhar. Aqui vai o link para quem gosta do tipo de escrita que o Rubens Paiva tem: é um texto que já pelo tema proporciona umas tiradinhas muito legais, e isso o jornalista sabe fazer bem.

Ficha Técnica
Autor: Irvine Welsh
Adaptação: Eduardo Ruiz
Direção: Gustavo Machado
Figurino: Nana Calazans
Foto: Ike Levy
Design gráfico: Estúdio Colletivo de Design
Luz: Alessandra Domingues
Trilha Sonora: Zema e Fábio Ock
Direção de Produção: Ana Liz e Ana Nero
Produção Executiva: Fernanda Gomes
Elenco: Ana Liz, Ana Nero, Fábio Ock, Fernando Fecchio, Pablo Sgarbi, Ravel Cabral, Sergio Guizé e Sofia Botelho

Serviço
Estréia: 9 de fevereiro de 2010
Temporada: 9 de fevereiro a 31 de março de 2010
Vegas Club
Rua Augusta 765
11 3231-3705
Terças e quartas-feiras, a partir das 21h, com abertura da casa às 20h (as pessoas que assistirem ao espetáculo poderão continuar no clube sem custo adicional)
Duração do espetáculo: 1h40
Preço: R$ 40,00 inteira/ R$ 20,00 meia-entrada

Arte Urbana no MASP

Uma semana após a vernissage da exposição “De Dentro Para Fora/De Fora Para Dentro”, fui visitar novamente o espaço para rever com calma todas as milhares de obras que ocupam o subsolo do MASP. Parei para ler o caderno de anotações de Carlos Dias, usado como objeto de composição de um painel gigante próximo à porta de entrada. Tinha de tudo, desde telefones até aqueles rabiscos que fazemos para testar caneta velha.

Titi Freak dispensa qualquer comentário, pois polemizem ou não, as telas que ocupavam aquele interior do paredão de 7m de altura eram cobiçadíssimas por Dona Augusta. Algumas eram velhas conhecidas, receberam flertes mas ainda continua na Choque Cultural (como “my feeling, your feeling”, “suspeito” e “plural II”). A sala com a instalação da cruz de Stephan é chocante de início, mas a iluminação e o branco tiram o pesado do clima. Na verdade, a obra de Stephan não é pesada, como muita gente pré-julga logo ao ver os demônios, chifres de bode e símbolos da alquimia. É algo que lembra o patriarca da família Buendía, de Cem Anos de Solidão: as tradições estão presentes, a crença, a fé, mas cheia de detalhes e desvios no curso do rio que levam ao quase místico old school. E nada mais revelador do que os rascunhos de Calma expostos para quem quiser ver de onde surgem suas telas.

Ramon Martins aproveitou bem os espaços, mas não entendi bem bem as instalações, ou estava distraída demais com tantas coisas para olhar. Mas em questão de stencil, ninguém ganha do grande OZI, desculpem. Melim, que fez aquele painel com as duas meninas de cabelos castanho claro, apresentou muito bem o trabalho, ainda mais com as formas contorcidas que se derramavam pelo chão do museu. Legal ver as fotografias de galerias de esgoto dos trabalhos do Zezão, e ainda mais porque elas foram impressas no mesmo estilo de material que as fotos da exposição organizada pelo Dona Augusta, Street Art Sem Fronteiras.

Aqui, fotos do dia do lançamento da exposição. Baixo Ribeiro só vi no Vegas, na festa pós-vernissage, que rolou a partir das 23h e bombou até quase quatro da manhã.

Enquanto isso…

no jardim do Vegas…

Um monte de gente, pessoas sorrindo, presença dos amigos, drinks, os lambes, as fotos… Dona Augusta gostaria de agrader a todos que foram, grafiteiros e grafiteiras, amigos e amigas, paqueras, baladeiros, fotógrafos e jornalistas presentes. O cara de terno era um amigo super simpático do Eric da área de TI que nunca imaginou que um dia pararia no Vegas em plena terça-feira, depois de um jantar de negócios. Amou o lugar. Outro convidado ilustre foi o senhorzinho avô de Facundo Guerra, que resolveu visitar a exposição que rolava na casa noturna do neto, sócio do Vegas, junto com Tibira. Chegou de chapéu panamá branco, terno branco e trazendo junto o pai e a mãe com parentes argentinos. A maior festa.

Eric estava todo feliz e bonito com a camiseta “grapixo”, e os meninos do 2DCrew não aprontaram mais porque as portas do jardim secreto se fecharam às 3h. Um pulo para as 4h e ainda dava para ver o pessoal da exposição Street Art Sem Fronteiras balançando na festa Cha Cha Cha do Vegas, salseando para lá e para cá.

Parabéns ao Eric Marechal, OZI, 2DCrew (Fabiano, Ronaldo e Etore), Lena, ZHE155, Tian e NiceArt!

Fotos por Dona Augusta e Alessandra da Mata.

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